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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

FAKE NEWS: ANI defende punição severa para quem publica notícias falsas (fake news)



A publicação de “conteúdos falsos” nas redes sociais, o fake news é um ato covarde, criminoso e deve ser tratado como questão de estado. Essa é a posição da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI que conclama aos seus associados e seguidores nas redes sociais que denunciem as notícias falsas, publicadas intencionalmente com o propósito de denegrir pessoas ou desvirtuar questões pessoais, e agora no curso do processo da campanha eleitoral de 2018. 

Para o presidente da instituição jornalista Roberto Monteiro Pinho “é difícil e praticamente impossível atuar diretamente contra essas publicações, sem que os próprios provedores da internet interfiram drasticamente, excluindo esses conteúdos, quando confirmado a ‘noticia ou nota falsa’. Não existe blindagem, se é notícia tem que ter fonte, e se for sigilosa, essa fonte pode ser preservada, mas no caso de ser uma mentira, não existe lei que proteja o ofensor”. Para ele a publicação quando for política deve preceder da identificação com o CPF do post.

Medidas devem ser enérgicas e eficazes

Monteiro adverte que a guerra gráfica do fake news não pode prosperar. “A mentira prejudica o processo democrático das eleições,  se for detectado o post ardiloso, e o autor esteja ligado a partido político ou candidatura, a sansão deve recair também contra o beneficiado pela estratégia criminosa da informação, e a punição vai além do cancelamento da candidatura a ação criminal,  movida pelo estado, por ser crime público”, alertou o dirigente da ANI.

Associação propõe criação de uma frente unindo jornalistas e advogados

Uma das medidas encontradas pelos dirigentes da ANI é a criação de uma “Frente” unindo jornalistas e advogados para denunciar os conteúdos falsos nas redes sociais. “Já existe essa frente no combate a censura e a violência contra a imprensa. Em maio deste ano a entidade criou a Comissão de Enfretamento da Violência contra Repórteres e Jornalista (CEVRJ-ANI) presidida pelo jurista Wanderley Rebello Filho e composta de jornalistas e advogados.

Posição do STF

Há poucos dias o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou atenção fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não ter editado uma resolução específica para tratar das notícias falsas (fake news) nas eleições deste ano. Para ministro, que é substituto do TSE, uma resolução sobre as  ‘fake news’ poderia ser interpretada como censura prévia de conteúdo, o que não é permitido pela Constituição Federal. “Felizmente” uma norma não foi aprovada, afirmou o ministro.

O ministro do TSE Tarcísio Vieira também participou do evento e comentou o tópico. Vieira afirmou que integrantes do FBI (a polícia federal norte-americana) que visitaram o TSE disseram não ter dúvidas de que as eleições norte-americanas foram manipuladas com informações falsas disseminadas em redes sociais da internet. Vieira destacou o enorme desafio mentiras veiculadas na internet para a Justiça Eleitoral, mas não detalhou como o TSE lidará com o tema durante as eleições de 2018. 

No TSE, chegou a discutir a minuta de uma resolução específica para regulamentar o tema das ‘fake news’ para as eleições deste ano, mas o documento nunca chegou a ser votado pelos ministros da Corte Eleitoral.

Posição do Facebook

O Facebook anunciou que vai passar a apagar fake news da rede social. A medida que pode ser considerada radical tardou a acontecer, mas vem na extensão de uma série de esforços da empresa de Mark Zuckerberg realizados após o Facebook se envolver em polêmicas e ser acusado, inclusive, de contribuir para a campanha difamatória que ocorreu durante as eleições presidenciais americanas que acabaram elegendo Donald Trump.

Mark Zuckerberg foi perguntado se Facebook não deveria ser responsabilizado por conteúdos falsos publicados dentro da plataforma quando foi interpelado por congressistas americanos e britânicos. Nenhuma das medidas tomadas anteriormente, no entanto, incluía apagar conteúdo dos usuários. O Facebook penalizava os posts que promoviam informações não verificadas reduzindo o alcance da publicação ou impedindo que o usuário pudesse impulsionar esse conteúdo.
Até então, o Facebook sustentava que não deveria interferir na liberdade de expressão de seus usuários nem funcionar como um editor daquilo que as pessoas publicavam. Dessa forma, a rede social só interferia num post quando este continha algum material que infringia suas políticas de comunidade, como a regra que proíbe o discurso de ódio e discriminação ou fotos nuas ou de violência explícita, por exemplo. O que é praxe.

Influência eleitoral

Diante dos estragos que a publicação de conteúdos falsos estão causando, chegando ao ponto de influenciar no resultado de uma eleição presidencial nos Estados Unidos, o Facebook agora está se permitindo fechar o cerco para as fake news. Uma das medidas anunciadas recentemente incluía a parceria com agência de checagem de notícias que vão classificar as informações mais propagadas dentro da rede social em critérios de credibilidade.

Produzido pelo Núcleo de conteúdo ANIPRPress

sexta-feira, 27 de julho de 2018

CENSURA: ANI/CEVRJ e OABRJ debateram a Liberdade de Imprensa

(...) O evento contou com os convidados, Sidney Rezende, jornalista, Wanderley Rebello, jurista, criminalista, escritor e presidente da CEVRJ, Cláudia Cataldi, jornalista e cientista política, Cadu Freitas, jornalista e comunicador, Antonio Rangel, jornalista e diretor de Mídia da ANI, Paulo Maltz, diretor de comunicação do IAB e o jornalista, escritor e presidente da ANI, Roberto Monteiro Pinho. Crédito: ANIBRPress

A Liberdade de Imprensa foi tema do debate realizado pela Associação Nacional e Internacional de Imprensa ANI, a Comissão de Enfrentamento da Violência contra Repórteres, Jornalistas e Afins – CEVRJ e a Ordem dos Advogados do Brasil-OAB – Seccional do Rio de Janeiro, no dia 23 de julho.

No Brasil 60 mil profissionais de mídia estão sob constante ameaça

Os palestrantes pontuaram as questões da liberdade de expressão e de imprensa, focado nos episódios que marcam o sinuoso crescimento da violência e da censura imposta a jornalistas, que na última década só no Brasil atingiram mais de 60 mil profissionais de mídia. São titulares de sites, blogues, jornais e revistas eletrônicas e a mídia alternativa. Outra questão amplamente discutida, foi a liberdade das redes sociais, fenômeno que engloba 2,2 milhões de internautas e assinantes de WhatsApp no planeta.

ANI vai catalogar autoridades que violam as prerrogativas dos jornalistas

O presidente da CEVRJ jurista Wanderley Rebello Filho destacou que a sua Comissão integrou um grupo de trabalho que organizou com a ANI a realização do Debate sobre a censura a jornalistas. Para o presidente da ANI jornalista Roberto Monteiro Pinho a violação das Prerrogativas dos Repórteres e Jornalistas já vêm sendo monitorada no âmbito da ANI agora no modelo do que acaba de implantar a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB e criou o ranking com as autoridades que mais violam as prerrogativas dos repórteres e jornalistas. “Vamos ter no site da entidade um link com os nomes desses algozes do jornalismo.” – acentua Monteiro.

Assassinatos, ameaças e agressões

Segundo dados da ONG internacional Jornalistas Sem Fronteiras, o Brasil é o segundo país na América Latina em número de jornalistas assassinados entre 2010 e 2017. No país o Poder Judiciário e o Ministério Público ocupam a terceira colocação na listagem dos principais agressores a liberdade de imprensa, atrás dos policiais, que foram os responsáveis por 19 agressões, e dos políticos, que aparecem na segunda colocação, com 15 casos. Já as ocorrências registradas em 2016 colocam o Brasil entre os países mais perigosos para o exercício do jornalismo. De acordo com a ONG
Foram 99 casos de ameaça e intimidação no ano passado.

Produzido pelo Núcleo de conteúdo: ANIBRPress

sábado, 14 de julho de 2018

DEBATE: A liberdade de imprensa


A Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI entidade que reúne, jornalistas, repórteres, foto jornalistas, titulares de sites, blogues, editores de publicações eletrônicas, redes sociais e afins, e a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio de Janeiro, através de sua Comissão de Enfrentamento da Violência contra Jornalistas e Repórteres tem a grata satisfação de CONVIDAR para o Debate sobre a LIBERDADE DE IMPRENSA tema de suma importância para a sociedade brasileira.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

CARTA À SOCIEDADE BRASILEIRA





NOTA DE REPÚDIO DA ANI CONTRA A CENSURA PRÉVIA PARA JORNALISTAS
A Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI entidade que defende repórteres, jornalistas, foto jornalistas, titulares de sites, blogues, editores de publicações eletrônicas, redes sociais e afins, manifesta sua indignação e repúdio a CENSURA aos jornalistas do Grupo Globo.
Seu conteúdo é explicitamente um ato de CENSURA que amordaça e tutela a liberdade de expressão, indo ao extremo de impor o cerceio às publicações em redes sociais, instrumento de livre manifestação de pensamento, exercido pela comunidade universal. Dessa forma sendo inadmissível qualquer restrição as postagens, salvos aquelas em que exceda o limite da informação, e que possa causar dano, a exemplo do fake news, desde que imanada de embasada e justa intervenção legal.
Ao estabelecer em documento dirigido aos seus profissionais, a maledicente “diretrizes para o uso de redes sociais”, este colidiu frontalmente com LIBERDADE DE EXPRESSÃO dos jornalistas, impedindo de se manifestarem em redes sociais.
O Grupo Globo da mesma forma que apoiou a ditadura civil-militar de 64, agora com seu documento afronta aos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal da República, no seu artigo 5º, em seus incisos IV, VIII e IX, os quais asseguram à livre manifestação do pensamento. Citando ainda o iluminista.
“Quando não há, entre os homens, Liberdade de Pensamento, não há Liberdade” – Voltaire.
O texto do documento nos remete ao Golpe Militar de 64, com a edição do AI-5, que ceifou a vida de muitos e mutilou milhares de brasileiros, intelectuais, sindicalistas, jornalistas, lesionando a vida social e profissional, se constituindo num ato desumano, que assola o ESTADO DEMOCRÁTICO e de DIREITO.
É inquietante seu texto. Quando trata das publicações e pesquisas nas redes sociais, seus profissionais jornalistas estão proibidos de (...) ”expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo.”
Os jornalistas, chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, estão sob VIOLENTA CENSURA PRÉVIA. Por isso emitimos aqui o repúdio ao documento.
“O MAL QUE SE FAZ A UM, SE FAZ PARA TODOS”
Rio de Janeiro, 5 de julho de 2018.