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terça-feira, 3 de novembro de 2026

 

IMPRENSA: Cresce o número de jornalistas assassinados

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que 189 jornalistas foram assassinados no mundo em 2024 e 2025. Esse é o maior número de mortes registrado pela Unesco desde o biênio 2014/2015, ou seja, dez anos antes, quando foram observadas 215 ocorrências.

De acordo com o Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade, a maior parte das mortes (127) ocorreu em país que são zonas de conflito, ou seja, 67% do total. Houve um aumento de 24% em relação ao biênio 2022/2023.

Cinquenta dessas mortes foram por drones. Ataques a escritórios de veículos de imprensa ou instalações que abrigavam jornalistas também foram registrados nessas áreas de conflito. Pelo menos 36 morreram nessa situação. Em um dos casos, nove profissionais morreram de uma só vez.

O levantamento mostra ainda que, em pelo menos 15 casos, há indícios de que os jornalistas tenham sido alvejados mesmo usando coletes com a identificação de "imprensa" ou estando em carros claramente identificados como sendo de jornalistas.

O número de profissionais de imprensa que foram mortos em países fora de zonas de conflito no biênio 2024/2025 (62 casos) é o menor em 18 anos. Desses 62, 17 foram assassinados em seus escritórios; 33, em seus veículos; e 20, na própria casa, em alguns casos junto com membros de suas famílias.

Quatro morreram em ataques terroristas e sete foram mortos em situações de manifestações, seja por manifestantes seja por forças policiais.

Em relação ao contexto das mortes, o levantamento mostrou que 104 delas ocorreram enquanto jornalistas cobriam conflitos armados. Mas houve também 38 mortes daqueles reportavam sobre política, 22 dos que trabalhavam em histórias sobre atividades criminais e outras daqueles que noticiavam sobre corrupção.

"Isso mostra que fazer reportagens sobre alguns assuntos pode ser tão perigoso quanto reportar em uma zona de guerra", afirma a diretora de Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia e Alfabetização Midiática e Informacional da Unesco, Sylvie Couldray.

Dentre os 189 mortos, cinco tinham entre 15 e 24 anos e 20, entre 25 e 29 anos. Foram mortas 14 mulheres, ou seja, 7% do total, o menor percentual desde o biênio 2012/2013. Treze dessas jornalistas foram mortas em países zonas de conflito.

A Palestina, que desde 2023 vem sofrendo ataques de forças israelenses, foi o local onde houve mais mortes de jornalistas (62), ou seja, um terço do total registrado no biênio.

No Brasil, foi registrada apenas uma morte, Luís Augusto Carneiro da Costa, conhecido como Luisinho Costa, assassinado no estúdio da Rádio Guarany, em Abaetetuba, no nordeste do Pará, em maio de 2025. De acordo com a Polícia Civil do Pará, o inquérito foi concluído e remetido à Justiça, com quatro pessoas indiciadas.

Impunidade

Segundo a Unesco, desde 2006, 1.641 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, mas apenas 223 dessas mortes foram solucionadas pelo sistema judiciário (14% do total). A maioria dos assassinatos (1.013 ou 66%), no entanto, continua impune, com processos ainda em andamento ou não solucionados. Em 321 casos (20%), a organização não recebeu respostas das autoridades.

De acordo com a organização, o nível de impunidade (a soma dos casos não solucionados com aquelas situações em que as autoridades não responderam) chegou a 86% neste ano, um ponto a mais que em 2024. Essa foi a primeira alta desde 2012.

"O relatório é uma ferramenta importante para monitorar as tendências globais, além de nos lembrar que proteger jornalistas e acabar com a impunidade são essenciais para salvaguardar a liberdade de expressão e o direito do público à informação", afirma a diretora de Comunicação e Informação da Unesco, Mariya Gabriel.

Apesar de apresentar apenas dados relacionados a assassinatos, o relatório também reforça que os jornalistas estão sujeitos a outros tipos de violência não letal, como sequestros, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias, ataques online baseados no gênero do jornalista e a limitação ao movimento desses profissionais.

O Brasil, de acordo com o relatório, informou que adotou o Protocolo Nacional para a Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, iniciativa lançada em abril deste ano, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O protocolo foi incluído no repositório de mecanismos nacionais de segurança da Unesco.

 


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 

                                                

EM DEFESA DE UM BRASIL REPÚBLICANO

"Manifesto pela lisura das instituições e dos Três Poderes"

A crise institucional na Suprema Corte, suscita urgente a adoção de um Código de Conduta, para reger os procedimentos dos atos praticados pelos seus membros, e restabelecer a segurança jurídica, albergada no princípio da lisura, honra, ampla defesa e responsabilidade civil.

O quadro atual expõe as vísceras da mais alta Corte do país, cria no âmbito da sociedade, desordem, leva a inquietação, e alto temor de um desfecho de maiores consequências. É urgente a revisão dos conceitos, o zelo pátrio, plena busca pela verdade, e a honra nacional.

Ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal, Ministério Público, Congresso Nacional, e o núcleo próximo do Presidente da República e o polo que disputa o poder, modulem as atitudes e manifestações consoante a realidade, cirurgicamente explicada, comentada, visível e manifesta nas tintas da imprensa nacional e internacional.  

Há muito a sociedade brasileira vem sendo expropriada de suas garantias, criando um cenário, onde titulares de cargos públicos, avocam para si, direitos que jamais poderiam ser aviltados.

A investigação do caso Master, INSS, coloca a todos num flagelo que indigna os brasileiros e subtrai alto grau da confiança nas instituições.

Por um Brasil justo, onde democracia, justiça plena, transparência, suture a ferida causada por detentores de cargos públicos, para que esses não se posicionem acima da lei e não traiam conceitos pátrios.

Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI

Rio de Janeiro, 8 de setembro de 2026

Roberto Monteiro Pinho

Presidente

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 


CONVITE

 

Ilustríssimos Senhores (as):

A Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI, nos termos do seu E.E., e Gabinete: Presidência, têm a honra de convidar V.S.a. para a RÉUNIÃO.

PAUTA PRINCIPAL: STF-SIGILO DA FONTE.

1.Criação e indicação dos Titulares do:  “Comitê de Emergência para atuar no apoio adjunto ao Corpo de Bombeiro e Defesa Civil, nos Eventos de Catástrofes, Ambiental e Ações Humanitárias. ”

2.Leitura do Oficio da “ONU – Organização das Nações Unidas”.

3.Eleger Coordenador Geral das Comissões;

4.Nomear: Diretor Social Adjunto;

5.Sorteio do Curso Completo de Jornalismo Investigativo;

Assuntos Gerais / ENTREGA DE MOÇÕES

Data: 31 de agosto de 2026 (segunda -feira).

Horário: 18h30m

Local: Avenida Atlântica, 2.302 – Varandão – Copacabana, Rio de Janeiro, RJ

(Esquina da Rua Siqueira Campos).

CONFIRMAR PRESENÇA: anibrpress@gmail.com

Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2026 

 

Cordialmente,

 

Roberto Monteiro Pinho

Presidente

 

 

Rua Santa Luzia, 776 – 9º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ/BR. CEP: 20030-040 | anibrpress@gmail.com 55 | 21 9.8442-8890

www.anibrasil.org.br

                  

terça-feira, 11 de agosto de 2026

 

11 DE AGOSTO

DIA DO ADVOGADO

“O advogado é indispensável à administração da justiça”

(Art.133/CF 88)

Parabenizamos os profissionais que acreditam na Igualdade, prezam pela Justiça, Defendem a Cidadania, o Estado de Direito, Imprensa, Liberdade de Expressão, Direitos Humanos e a Democracia.

Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI

Roberto Monteiro Pinho

Presidente

 

anicomunicacao@gmail.com  

anibrpress@gmail.com

                                   






domingo, 2 de agosto de 2026

 

INSS: Fraudes nas aposentadorias, coloca filho de Lula (Lulinha), no radar do golpe

As fraudes do INSS, é considerada um dos mais graves esquemas de corrupção para o governo Lula (2022-2026). As investigações, conhecida como “Operação Sem Desconto”, indicaram que milhões de aposentados e pensionistas tiveram valores descontados diretamente de seus benefícios sem autorização válida, em favor de sindicatos e associações. O escândalo do INSS, amplamente divulgado na imprensa e nas redes sociais, fez o presidente Lula perder prestígio nas pesquisas durante a campanha para sua reeleição.

O caso do INSS é uma das maiores fraudes da história recente do país, que reúnem nomes de outros envolvidos na espera de que sejam revelados. Levantamento da CGU comprovaram que até 98% dos beneficiários entrevistados não ter autorizaram os descontos e que 71,1% das cobranças não tinham sequer documentação hábil. Foram 4 milhões de beneficiários afetados.

As fraudes nas aposentadorias, trouxe um ingrediente ao colocar filho de Lula (Lulinha), no radar do maior golpe contra trabalhadores. Até há pouco as autoridades não se esclareceu a destinação final dos bilhões desviados, que não pararam apenas no caixa das associações e seus dirigentes diretos. O escândalo expôs fragilidades regulatórias, conflitos de interesse, captura política e a necessidade urgente de revisão dos mecanismos de autorização e fiscalização dos descontos em benefícios previdenciários. O episódio é sinuoso e trouxe prejuízo para milhões de aposentados.

O caso veio a tona, e ganhou densidade a partir de abril de 2025, quando a Polícia Federal e o Coaf identificaram as modificações financeiras atípicas em sindicatos e associações. A principal fraudadora foi a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), investigada por enviar cerca de R$ 26 milhões de forma fracionada a pelo menos 15 pessoas físicas e jurídicas, 

Fraudador e principal envolvido é o “Careca do INSS”  

Outras entidades, como a Associação Brasileira de Aposentados e Pensionistas da Nação (Abapen), o Sindicato de Aposentados e Pensionistas (Sindnapi) e a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), estão sob investigação por descontos não autorizados, filiações em massa e outras irregularidades.

O esquema fraudulento revelou que o operador Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido pela imprensa e nas investigações como o “Careca do INSS”, (preso). É apontado pela Polícia Federal como figura central no esquema de fraudes em descontos indevidos nas aposentadorias e pensões pagos pelo INSS, o empresário é o suspeito de movimentar cerca de R$ 53,5 milhões por meio de suas empresas ligadas a entidades associativas que realizavam os descontos sem autorização,

Auditoria da CGU destacou aposentados rurais como um dos grupos mais afetados, especialmente em municípios das regiões Norte e Nordeste. Relatórios concisos revelaram casos de pessoas que não teriam como comparecer às associações ou assinar sua filiação e, ainda assim, tiveram suas pensões descontadas: pessoas mortas, outras com deficiência e doenças graves, analfabetos, indígenas de comunidades isoladas e até mesmo uma criança de 9 anos.

Com regras mais frouxas permitindo o desconto e a possibilidade de criar filiações fictícias, os fraudadores roubaram aposentados e pensionistas por anos, com facilidade e sem nenhum constrangimento. Ao longo de 2025, o processo foi retirado da pauta repetidas vezes pelo relator, levando a críticas de outros ministros, como Walton Alencar Rodrigues e Bruno Dantas, que consideraram a atuação de Cedraz demasiado lenta e prejudicial ao monitoramento das medidas já determinadas.

Prejuízo gigante, desabona o governo

Em sessões plenárias, debates acalorados ocorreram entre Cedraz e colegas, com Walton questionando o fato de que a questão poderia ter sido deliberada muito antes e Cedraz defendendo sua conduta, negando que a retirada de pauta fosse motivada por fatores indevidos e alegando que as decisões e explicações técnicas estavam sendo conduzidas de forma apropriada. 

Além de apurar e punir os responsáveis, é fundamental que se previnam novos casos similares, fechando o cerco contra fraudadores. E que sejam ressarcidas as vítimas, com a garantia de que novos casos não venham a ocorrer em um órgão que desempenha papel fundamental em um país tão desigual como o Brasil. 

O golpe do INSS em 2026 que envolve o esquema bilionário de descontos associativos em aposentadorias e pensões, além de fraudes em sistemas de dados previdenciários, expõe a fragilidade da política do governo, e fere a credibilidade palaciana e partidária de linha governista, e traz severas informações que compõe o denso arquivo com as investigações da Polícia Federal revelando as cobranças não autorizadas feitas por associações diretamente na folha de pagamento dos segurados.

Núcleo:ANIBRPress/Transparência Internacional Brasil/Imagens: Internet